quarta-feira, 13 de maio de 2015

Meus Caros Pais

    Todos adultos foram um de nós, isso é um fato, mas em épocas diferentes. Muitos adultos julgam nós adolescentes, dizem que temos muito o que aprender, que não sabemos nada do mundo real, que nos achamos imortais. Mas o que sabem os adultos de nós, eles até podem ter sido adolescentes, mas não são os jovens de hoje, onde há tecnologia, maior diversidade, evolução. Ó meus caros pais, adultos desse mundo contemporâneo, tudo aquilo que vocês pensam que não sabemos é apenas um modo de escondermos aquilo que nós somos!
    Tenho apenas quinze anos, eu mesmo admito que tenho muito o que aprender sobre a vida. Ainda não tive meu primeiro amor, nem minha primeira decepção amorosa. Ainda não terminei o ensino médio e muito menos terminei uma faculdade. Se vocês me julgarem pela pessoa que eu aparento ser, irei ser uma criança de 6 anos de idade que ainda está trocando de dentes, mas se me conhecerem irão conhecer um pouco do mundo.
    Não tenho muitas amigas, na verdade só tenho uma e é a minha prima, adoro sair, ir em festa, conhecer pessoas, mas nunca consigo manter um vínculo social com elas, para ser bem direta eu não sou muito de conversar com estranhos, nem de dar muita intimidade para um desconhecido, isso não é do meu fetiche. Gosto de ficar trancada em meu quarto escutando uma boa música e lendo uma agradável livro. Gosto bastante de poemas, contos e crônicas. Não curto muito poesia acho monótono demais, aqueles versos toda hora rimando, pra quem isso? A vida é uma bagunça só, pra ser toda rimada!
    Sou bastante julgada pela minha mãe. Diz ela que sou muito criança, que ainda não encontrei a minha felicidade. Meu pai. Cristo! Não vejo ele a mais de seis anos, e nem pretendo ver mais.
    Eu só queria que me olhassem do mesmo modo que me olho no espelho, que me visse do jeito que sou e não do jeito que parento ser. Não penso que sou imortal, mas que ainda tenho muito a viver, isso eu tenho certeza e espero que possa fazer isso do modo mais espontâneo possível. Sei que terei altos e baixos, sei que terei que descer pequenos morros e escalar enormes montanhas, mas espero que quando eu estiver descendo ou escalando, que meus pais me olhem com esperança e fé, quero que acreditem em mim, assim com eu acredito...